30/01/2026

acredite

bom dia. se você quer mudanças reais para a sua saúde, o primeiro lugar onde elas precisam acontecer é na mente. afinal, o corpo só alcança aquilo que a mente já decidiu acreditar.

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QUICK TAKES
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Na edição de hoje:

📱 Fevereiro Sem Celular: a trend que conquistou as novas gerações.
🔥 O que está em alta no universo da saúde. 
🇺🇸 Câncer colorretal é o mais letal entre jovens nos Estados Unidos.
💉 O que é retatrutida — e por que a substância é proibida pela Anvisa?
📹️ Os melhores conteúdos que vimos pela internet.

Sexta-feira, 30/01/26

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BIG STORY
Fevereiro Sem Celular: a trend que conquistou as novas gerações

(Imagem: Axios)

Pois é. Depois do morango do amor, da estética 2016, do “cheesecake” de iogurte com biscoff e de tantas outras trends, uma nova campanha busca desafiar a rotina com um gesto simbólico: ficar um mês sem celular.

A iniciativa parte de um dado chocante: segundo a Global Solidarity Foundation, usuários checam seus celulares, em média, 221 vezes por dia — ou seja, praticamente a cada 6 minutos durante o tempo acordado.

A campanha não propõe uma ruptura total — ao menos, não para todos. A própria organização reconhece que algumas pessoas dependem do aparelho para o trabalho ou outras obrigações.

Na prática, o intuito é promover reduções estratégicas no uso de redes sociais, mensagens instantâneas e aplicativos de entretenimento.

Quando nos aprofundamos nos dados…

Globalmente, as pessoas passam, em média, 4h30 por dia usando o telefone. No Brasil, o cenário é ainda mais preocupante: passamos, em média, 5h12 no celular todos os dias.

(Imagem: Waffle Studios)

De modo geral, podemos enxergar esse fenômeno de duas formas: uma (ligeiramente) filosófica, e outra diretamente relacionada à saúde mental.

Alguém que usa o celular 5 horas e 12 minutos por dia acabará passando aproximadamente 17 anos da vida diante de uma tela. A partir desse dado, tire suas próprias conclusões.

Em relação à saúde…

O uso excessivo do celular interfere na regulação do sono, pois a luz azul da tela suprime a melatonina, dificultando o início do sono e afetando a qualidade do descanso.

🩺 Além disso, o bombardeio constante de informações ativa repetidamente o sistema de recompensa do cérebro, favorecendo a ansiedade e dificultando a concentração.

O tempo prolongado em posição curvada também pode causar dores cervicais e lombares, além de prejudicar a respiração profunda.

Estudos mostram que pessoas que passam mais tempo no celular têm maiores chances de desenvolver sintomas depressivos e sentimentos de isolamento.

  • Na prática, o cérebro entra em um estado de alerta constante, o que desgasta o organismo e reduz nossa capacidade de lidar com o estresse.

O que fazer? Desligar o celular por alguns momentos pode ser um dos maiores atos de autocuidado da sua rotina.

Sabemos, porém, que nem todos podem se dar ao luxo de participar da campanha, por diferentes responsabilidades e contextos de vida.

Ainda assim, vale lembrar: ao abrir espaço para o silêncio, para o tédio criativo e para conexões reais, você fortalece sua saúde mental.

E você, participaria do Fevereiro Sem Celular?

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APRESENTADO POR ENSINO EINSTEIN
Quem toma as decisões dentro dos hospitais?
  • A) Médicos assistentes

  • B) Médicos em cargos de liderança

  • C) Gestores hospitalares

A resposta é: todos eles. Nos últimos anos, a medicina deixou de ser apenas clínica.

Hoje, médicos lidam com gestão de equipes, tecnologia, indicadores, orçamento, compliance e liderança humana, muitas vezes sem nunca terem sido treinados para esse papel.

  • Ou seja, eles decidem e fazem isso tudo em conjunto.

É por isso que cresce, no mundo todo, a discussão sobre formação em liderança e gestão para que esses profissionais consigam tomar decisões que impactam o sistema nos hospitais. É o que chamam de saúde 4.0.

📌 Por isso, o Ensino Einstein, uma das faculdades mais renomadas do país, desenvolveu formações que combinam gestão hospitalar, liderança, tecnologia e prática em ambiente clínico.

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RESEARCH
Câncer colorretal é o mais letal entre jovens nos Estados Unidos

(Imagem: Dra Maria Luiza Queiroz)

Segundo um novo estudo publicado na revista médica JAMA, o câncer colorretal tornou-se, em 2023, a principal causa de morte por câncer entre pessoas com menos de 50 anos nos Estados Unidos.

Sobre a condição 🩺

O câncer colorretal é um tumor maligno que se desenvolve no cólon ou no reto, geralmente a partir de pólipos que crescem na parede intestinal.

Com o tempo, essas células anormais passam a se multiplicar de forma descontrolada, podendo causar sangramentos, dor, alterações no hábito intestinal e, em casos avançados, espalhar-se para outros órgãos.

O que está por trás do aumento?

Por ora, não há uma resposta definitiva, mas existem hipóteses bem fundamentadas que envolvem fatores como:

  • Aumento do consumo de ultraprocessados;

  • Popularização do sedentarismo;

  • Alterações no microbioma intestinal.

O dado mais alarmante é a rapidez com que o câncer colorretal ascendeu no ranking de mortalidade: era o quinto mais letal entre jovens nos anos 1990 e, atualmente, ocupa o primeiro lugar.

Ou seja, em poucas décadas, tornou-se uma ameaça crescente para uma faixa etária que, até pouco tempo atrás, nem era considerada de risco para esse tipo de tumor.

Para se ter uma ideia, desde 2005, as mortes entre pessoas com menos de 50 anos nos EUA aumentam cerca de 1,1% ao ano — na contramão de outros tipos de câncer, cujas taxas de mortalidade estão em queda.

Como prevenir?

Manter uma alimentação rica em fibras, praticar atividades físicas regulares e evitar o tabagismo são atitudes que reduzem significativamente o risco da doença.

  • Apesar disso, a forma mais eficaz de prevenção continua sendo o rastreamento precoce, por meio de exames como a colonoscopia, que permite identificar e remover pólipos antes que evoluam para câncer.

Se você se enquadra nos critérios para realizar o rastreio, vale conferir a diretriz do governo federal sobre o tema.

HEALTHCARE
O que é retatrutida — e por que ela é proibida pela Anvisa?

(Imagem: Axios)

Perda de peso rápida e de forma expressiva. Foram essas as promessas da retatrutida que fizeram com que ela ganhasse atenção nas redes sociais e em grupos de emagrecimento.

Contudo, longe de ser uma solução segura ou aprovada, a substância foi alvo de proibição imediata pela Anvisa, que determinou a apreensão de todos os produtos que a contenham.

Tá, mas do que se trata?

A retatrutida é uma nova molécula em fase experimental para o tratamento da obesidade, aplicada por meio de canetas semelhantes às já conhecidas semaglutida (Ozempic) e tirzepatida (Mounjaro).

A diferença é que ela atua como um triplo agonista — imita três hormônios relacionados ao controle do apetite e do metabolismo: GLP-1, GIP e glucagon.

🩺 Em teoria, isso torna seu efeito mais potente em comparação com os medicamentos anteriores.

É justamente aí que mora o problema: a substância tem demonstrado resultados impressionantes nos testes iniciais — como uma perda média de até 28% do peso corporal em estudos de Fase 2 e início da Fase 3.

  • No entanto, os estudos ainda estão em andamento e a segurança da retatrutida em humanos não foi confirmada.

Atualmente, o medicamento não possui registro nem na Anvisa nem no FDA (órgão regulador dos Estados Unidos), podendo ser utilizado apenas em protocolos rigorosos de pesquisa clínica.

Sendo assim, quando um medicamento ainda não passou por todas as etapas de validação científica, seu uso significa assumir riscos desconhecidos.

No fim das contas, a promessa de emagrecimento rápido pode custar caro: efeitos colaterais, falhas na fabricação e danos à saúde costumam surgir apenas após o uso estar disseminado — e, frequentemente, quando já é tarde demais.

RODAPÉ

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