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23/01/2025

ainda segue firme?
bom dia. lembra das promessas feitas no dia 31 de dezembro? como elas estão agora? no fim, a única pessoa que merece essa resposta… é você mesmo.

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QUICK TAKES
Para se emocionar: O gesto que o técnico Bernardinho fez após um jogo — e que vai muito além do esporte
Para assistir: É seguro usar Mounjaro para emagrecer?
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Na edição de hoje:
🥩 A nova pirâmide alimentar faz bem para a sua saúde?
🔥 O que está em alta no universo da saúde.
🧠 Uma picada no dedo pode revolucionar o diagnóstico de Alzheimer.
❓ É possível ficar embriagado… sem consumir álcool?
📹️ Os melhores conteúdos que vimos pela internet.
Sexta-feira, 23/01/2026
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BIG STORY
A nova pirâmide alimentar faz bem para a sua saúde?

(Imagem: The Guardian)
“Nada é bom ou mau por si só, mas o pensamento o torna assim”. Por incrível que pareça, essa frase de Shakespeare ilustra bem a polêmica vivida na última semana.
Direita vs. esquerda, conservadores vs. progressistas. Muitos passaram a enxergar a nova pirâmide alimentar dos EUA não apenas como uma diretriz nutricional, mas como um símbolo ideológico.
De um lado, o movimento “Make America Healthy Again” defende o retorno à “comida de verdade”, em oposição ao consumo de ultraprocessados;
Do outro, críticos alegam que essas mudanças podem mascarar interesses políticos e até flertar com determinados negacionismos científicos.
A verdade é que a nova diretriz não é perfeita: ela traz pontos positivos e negativos. Por isso, a pergunta mais importante a se fazer é: como eu deveria interpretá-la?

(Imagem: The Guardian)
Cientificamente, a nova pirâmide inverte prioridades tradicionais ao colocar proteínas animais e gorduras naturais na base da alimentação. Ao mesmo tempo, reduz o foco em carboidratos refinados e alimentos industrializados, destacando a importância de nutrientes integrais e densos. Abaixo, alguns destaques:
Resgata a ideia de que alimentos minimamente processados são mais benéficos à saúde no longo prazo;
Reforça o papel das proteínas na preservação da massa muscular e na saciedade;
Incentiva o consumo de vegetais, frutas e grãos integrais — pontos já consensuais na literatura médica.
Mini deep dive: o que há de bom
Quando analisamos a questão da proteína, observamos uma recomendação entre 1,2 e 1,6 gramas por quilo de peso corporal por dia. Na prática, se você pesa 70 kg, a conta seria: 70 × 1,2 = 84 gramas de proteína/dia.
Acontece que, com o envelhecimento da população, cresce a preocupação com a sarcopenia — perda natural de massa muscular e força, que compromete a mobilidade e aumenta o risco de quedas.
Além disso, um estudo com mais de 3.300 idosos mostrou que pessoas com sarcopenia consomem menos proteína do que aquelas consideradas saudáveis.
→ A diferença foi considerada relevante pelos cientistas, com um número chamado effect size de 0,37.
Esse número mede o quão significativa é a diferença entre os grupos. Nesse caso, até uma queda moderada no consumo de proteína já aumenta o risco de perda de massa muscular.
Agora, o que há de ruim?
A American Heart Association (AHA) alerta que a ênfase em carnes vermelhas, manteiga e laticínios integrais pode elevar o consumo de gorduras saturadas e sódio.
Por exemplo, um estudo de Oxford encontrou que cada aumento de 50 g por dia no consumo de carne vermelha não processada eleva o risco de doença arterial coronariana em 9%.

(Imagem: Waffle Studios)
Segundo a universidade, esses fatores seguem fortemente associados ao aumento do risco cardiovascular, especialmente em populações já vulneráveis.
🩺 A AHA também questiona a falta de clareza sobre limites seguros de proteína animal ao longo do tempo e defende priorizar proteínas vegetais, peixes e carnes magras.
🩺 O que levar disso tudo?
No fim das contas, a nova pirâmide deve ser interpretada como um guia, e não como uma regra rígida.
O caminho mais seguro continua sendo o equilíbrio: comida de verdade, variedade de fontes proteicas, moderação nos excessos e decisões guiadas pela ciência.
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RESEARCH
Uma picada no dedo pode revolucionar o diagnóstico de Alzheimer

(Imagem: BBC)
Parece simples demais para ser verdade, mas uma pequena gota de sangue no dedo pode, em breve, ajudar a diagnosticar a doença de Alzheimer.
Esse é o foco de um estudo internacional em andamento com 1.000 voluntários acima dos 60 anos, espalhados pelo Reino Unido, Estados Unidos e Canadá.
O objetivo é identificar no sangue três proteínas específicas — biomarcadores ligados à progressão do Alzheimer:
Beta-amiloide (Aβ);
Tau total (t-tau);
Tau fosforilada (p-tau).
Pesquisas anteriores já mostraram que essas substâncias começam a se acumular no cérebro até 15 anos antes do aparecimento dos primeiros sintomas.
O cenário atual
Hoje, o chamado “padrão-ouro” para detectar Alzheimer envolve exames como a tomografia por emissão de pósitrons (PET scan) com traçadores radioativos ou a punção lombar para análise do líquido cefalorraquidiano.
🩺 Ambos são caros, complexos e desconfortáveis — e, por isso, apenas 2% dos pacientes com Alzheimer têm acesso a esses testes.
A nova proposta quer mudar esse quadro. Se comprovado eficaz, o teste por picada no dedo poderá ser feito até mesmo em casa, com a amostra enviada pelo correio a um laboratório.
Mas, apesar do otimismo, a resposta definitiva ainda está por vir. Os cientistas só poderão avaliar a real eficácia do teste após a análise dos resultados de todos os 1.000 voluntários.
Até agora, 883 participantes já foram inscritos, e mais de 360 concluíram todas as etapas do estudo.
Se a picada no dedo cumprir o que promete, estaremos diante de uma nova era no tratamento da doença, em que o diagnóstico precoce deixa de ser exceção e passa a ser regra.
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BELIEVE IT OR NOT
É possível ficar embriagado… sem consumir álcool?

(Imagem: Science Alert)
Imagine afirmar que não bebeu nada e, ainda assim, apresentar níveis elevados de álcool no sangue. Essas pessoas realmente devem ter pesadelos com o bafômetro. risos.
Brincadeiras à parte, para quem sofre da síndrome da autofermentação, essa é uma realidade recorrente — cercada de dúvidas médicas, julgamentos sociais e até implicações legais.
Por muito tempo, a chamada “embriaguez espontânea” parecia piada. Hoje, sabe-se que se trata de um distúrbio raro no qual o intestino passa a produzir etanol a partir da fermentação de carboidratos.
Inicialmente, acreditava-se que o excesso de leveduras no intestino fosse o principal causador da condição.
No entanto, estudos mais recentes apontam para bactérias específicas como as verdadeiras culpadas — principalmente Klebsiella pneumoniae e Escherichia coli.
Segundo os pesquisadores, ambas são capazes de transformar açúcares em álcool dentro do próprio organismo humano.
Sobre o estudo 🩺
Liderado por Bernd Schnabl e Cynthia Hsu, da Universidade da Califórnia em San Diego, o estudo avaliou 22 pacientes diagnosticados, além de seus familiares e indivíduos saudáveis.
Em laboratório, as amostras dos pacientes produziram quantidades significativamente maiores de etanol do que as dos outros grupos, reforçando o papel central do microbioma intestinal no desenvolvimento da síndrome.
E quanto ao tratamento?
Ainda não existe um protocolo padronizado. Um dos relatos mais promissores envolveu dois transplantes fecais, que resultaram em remissão dos sintomas por mais de um ano.
Mesmo assim, especialistas pedem cautela. Faltam estudos de longo prazo, com amostras maiores, para confirmar a eficácia e a segurança desse tipo de abordagem.
RODAPÉ
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