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16/01/2026
exame normal = saúde?
bom dia. exame normal não substitui um hábito saudável; ele é o “topo do iceberg”. o que realmente vai ditar a sua saúde futura são os hábitos que você adota hoje.

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QUICK TAKES
Para se assustar: Mulher morre na Índia após falso médico embriagado realizar cirurgia assistindo a tutorial no YouTube
Para se impressionar: Aos 92 anos, ela treina há 17 anos e prova que movimento é vida
Para entender: Miocardite pela Covid-19 ou vacina. Qual é pior?
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Na edição de hoje:
🇧🇷 Brasil quer revolucionar o tratamento de lesões medulares.
🔥 As notícias que estão em alta no universo da saúde.
🧠 Depressão em adolescentes pode ser investigada pelo intestino.
🇺🇸 Estados Unidos retiram seis vacinas do calendário infantil recomendado.
📹️ Os melhores conteúdos que vimos pela internet.
Segunda-feira, 16/01/26
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BIG STORY
Brasil quer revolucionar o tratamento de lesões medulares

(Imagem: G1)
A Anvisa autorizou o início dos testes clínicos com uma substância capaz de estimular a regeneração da medula espinhal — um feito inédito no país que pode mudar a vida de milhares de pessoas com lesões medulares.
Trata-se da polilaminina, uma proteína obtida a partir da placenta humana, desenvolvida por cientistas brasileiros ao longo de 25 anos de pesquisa.
Essa substância tem a capacidade de estimular neurônios maduros — que geralmente não se regeneram — a criarem novos axônios, estruturas que funcionam como “fios elétricos”, conduzindo sinais do cérebro ao restante do corpo.
Um olhar epidemiológico
Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), entre 250 mil e 500 mil pessoas sofrem lesões na medula espinhal todos os anos ao redor do mundo.

(Imagem: Waffle Studios)
Além disso, entre 15 e 20 milhões de pessoas vivem com sequelas crônicas dessas lesões, o que amplia ainda mais o potencial impacto global dessa inovação.
Últimos testes e o futuro
Em testes anteriores, ao menos dez pacientes com lesões recentes apresentaram recuperação motora parcial após o uso da substância. Entre eles, estão:
Um jovem de 31 anos, com trauma por acidente de trânsito;
Uma mulher de 27 anos que sofreu uma queda;
Um homem de 33 anos, vítima de ferimento por arma de fogo.
Agora, o medicamento será testado inicialmente em cinco voluntários com lesão medular aguda — ou seja, ocorrida nas últimas 72 horas. A meta da primeira fase é comprovar a segurança da substância, observando possíveis efeitos adversos.
Vale lembrar: esta é apenas a fase 1 do estudo, com foco exclusivo na segurança. Serão avaliados efeitos colaterais e riscos à saúde dos pacientes.
Se os resultados forem positivos, a pesquisa poderá avançar para as fases 2 e 3, nas quais se verifica a eficácia do tratamento em um número maior de pessoas — e, futuramente, tornar-se-á um tratamento disponível pelo SUS.
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🏃♂️ Se movimente! O exercício físico pode aliviar a depressão tão eficazmente quanto os antidepressivos
GAME DO ESTAGIÁRIO
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APRESENTADO POR ENSINO EINSTEIN
Quantos erros acontecem nas emergências?
Alguns estudos da OMS mostram que até 4 em cada 10 pacientes são prejudicados durante o atendimento de saúde globalmente.
E que até 80% desses danos podem ser evitados com práticas e sistemas de segurança aprimorados, incluindo treinamento e simulação.
Ou seja, nas emergências o risco pode ser ainda maior. Não por falta de conhecimento, mas por decisão sob pressão, comunicação falha e leitura incompleta do cenário.
🩺 É nesse intervalo crítico entre reconhecer o problema e agir que a medicina pode errar. Por isso, o treinamento médico está mudando. Cada vez mais, a prática migra para simulações realísticas, onde profissionais treinam exatamente o que mais falha na vida real.
É nesse contexto que o Ensino Einstein lançou, em 2025, dois cursos no Centro de Simulação Realística, em São Paulo: o FCCS, com chancela internacional da Society of Critical Care Medicine, e o Deep Diving com ACLS, com certificação da American Heart Association. Você pode garantir sua certificação internacional aqui.
RESEARCH
Depressão em adolescentes pode ser investigada… pelo intestino

(Imagem: Medical Xpress)
E se uma das chaves para o entendimento da saúde mental estivesse na saúde intestinal?
Pode parecer complicado, mas é ciência. risos. Pesquisadores chineses identificaram marcadores biológicos ligados à depressão em adolescentes — e, surpreendentemente, esses sinais foram encontrados no intestino.
Publicado na Translational Psychiatry, o estudo analisou amostras de sangue e fezes de 46 adolescentes com depressão e 44 sem o transtorno.
Os resultados mostraram que jovens com depressão apresentavam alterações claras na microbiota intestinal, além de inflamações sistêmicas e sinais de disfunção da barreira intestinal.
Na prática, isso significa que certos tipos de bactérias — como a Collinsella, associada a inflamações — estão mais presentes em adolescentes deprimidos.
Esses microrganismos afetam a produção de ácidos graxos de cadeia curta, impactando a saúde da mucosa intestinal e possivelmente contribuindo para sintomas depressivos.
Segundo os autores, ao combinar os níveis dessas bactérias com marcadores inflamatórios no sangue, foi possível diagnosticar a depressão com alta precisão.
🔮 Looking forward. Apesar dos achados animadores, trata-se de um estudo observacional — ou seja, demonstra uma associação, mas não necessariamente prova causa e efeito.
No futuro, serão necessários novos testes, com diferentes perfis de adolescentes e em contextos variados, para validar esses resultados. Ainda assim, o intestino segue ganhando destaque como peça-chave na compreensão da mente.
Para quem quiser se aprofundar no assunto, aqui está o estudo científico original.
WORLD HEALTH
Estados Unidos retiram seis vacinas do calendário infantil recomendado

(Imagem: G1)
O Departamento de Saúde dos Estados Unidos anunciou a retirada de seis vacinas do calendário infantil recomendado — entre elas, as doses contra hepatite A, hepatite B, meningite e influenza.
A partir de agora, as vacinas deixam de ser recomendadas para todas as crianças de forma geral e passam a ser indicadas apenas para grupos de risco ou mediante decisão médica.
E, é claro, isso gerou polêmica na comunidade científica. Um dos principais críticos foi Sean O'Leary, presidente do Comitê de Doenças Infecciosas da Academia Americana de Pediatria.
Segundo ele, “o calendário vacinal é uma das ferramentas mais eficazes para evitar doenças fatais em crianças.”
🩺 Consequentemente, a flexibilização pode abrir caminho para o retorno de surtos já controlados há décadas.
E o acesso às vacinas?
Mesmo com a mudança na recomendação federal, as vacinas continuarão disponíveis e cobertas pelos programas públicos e privados de saúde.
Por um lado, há quem diga que a mudança reforça o direito dos pais de decidir, junto com seus médicos, o que é melhor para seus filhos.
Por outro lado, há quem defenda que decisões dessa magnitude devem se basear em evidências científicas robustas, e não em alinhamentos políticos ou comparações internacionais simplificadas.
E você, é a favor da decisão tomada pelo governo dos Estados Unidos? |
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