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08/12/2025

não normalize
bom dia. o corpo geralmente avisa antes de descompensar; nós é que desaprendemos a ouvir. não normalize um mal-estar ou uma dor. procure ajuda.

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QUICK TAKES
Para se emocionar: Menino escuta pela primeira vez após implante coclear
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Na edição de hoje:
🧬 Cientistas de Stanford curam diabetes tipo 1 em camundongos.
🔥 As notícias que estão em alta no universo da saúde.
💉 Estudo revela complicações associadas ao uso de preenchimentos faciais.
🏥 Senado aprova projeto que cria “OAB” da medicina.
📹️️ Os melhores conteúdos que vimos pela internet.
Segunda-feira, 08/12/2025
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BIG STORY
Cientistas curam diabetes tipo 1 em camundongos

(Imagem: Stanford)
Sim, você leu certo. Pesquisadores de Stanford conseguiram prevenir — e até reverter — o diabetes tipo 1 em camundongos por meio de uma combinação de transplantes de células-tronco do sangue e de ilhotas pancreáticas.
A técnica é ousada: envolve a criação de um sistema imunológico híbrido, com células do doador e do receptor, sem provocar rejeição nem efeitos colaterais graves.
Além disso, os animais não precisaram de imunossupressores nem de insulina ao longo dos seis meses de estudo.
Contextualizando… 🩺
O diabetes tipo 1 é uma doença autoimune, ou seja, é o próprio sistema de defesa que, por engano, destrói as células beta do pâncreas — aquelas responsáveis por produzir insulina.
Por isso, simplesmente substituir as células destruídas não foi suficiente: era preciso também silenciar o ataque autoimune — e foi exatamente isso que os cientistas conseguiram fazer.
🇧🇷 No Brasil, a prevalência de diabetes tipo 1 é cerca de 0,28% da população.
🌎 No mundo, a condição afeta cerca de 0,095% da população.
Em outras palavras, nosso país apresenta uma taxa aproximadamente três vezes maior do que a média global.

(Imagem: Waffle Studios)
O que foi feito?
Os cientistas aplicaram um preparo pré-transplante leve, utilizando anticorpos, baixa radiação e um medicamento imunomodulador para enfraquecer temporariamente o ataque autoimune.
Em seguida, transplantaram células-tronco do sangue e ilhotas pancreáticas do mesmo doador, permitindo que ambas se estabelecessem sem rejeição.
🩺 Esse processo formou um sistema imunológico híbrido, no qual células do doador e do receptor coexistiram de forma estável.
O novo sistema passou a tolerar as ilhotas, interrompendo a destruição das células produtoras de insulina. Quanto aos resultados:
19 de 19 camundongos com propensão genética ao diabetes tipo 1 não desenvolveram a doença;
Entre aqueles que já estavam doentes, 9 de 9 foram curados.
Tudo isso ocorreu sem rejeição, sem necessidade de insulina e sem efeitos colaterais graves.
O que vem pela frente? 🔮
Apesar do entusiasmo, ainda existem barreiras importantes para a aplicação da técnica em larga escala.
As ilhotas pancreáticas só podem ser coletadas após a morte do doador, e é incerto se a quantidade disponível seria suficiente para tratar pacientes com diabetes avançado.
Como saída, os cientistas buscam produzir ilhotas em laboratório a partir de células-tronco humanas, além de investigar maneiras de aumentar a durabilidade e a funcionalidade das células transplantadas.
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RESEARCH
Estudo revela complicações vasculares associadas ao uso de preenchimentos faciais

(Imagem: GOU Odonto)
Durante o congresso da Sociedade Radiológica da América do Norte (RSNA), um estudo reacendeu o debate sobre a segurança dos preenchimentos faciais com ácido hialurônico.
A pesquisa, realizada em múltiplos centros médicos, avaliou 100 pacientes que apresentaram sinais clínicos sugestivos de eventos vasculares adversos (EVAs) após injeções estéticas.
Os pesquisadores utilizaram ultrassonografia com Doppler, além de softwares especializados em microvascularidade em casos específicos.
🩺 O objetivo era identificar alterações no fluxo sanguíneo que pudessem estar por trás das queixas relatadas pelos pacientes.
Ao todo, 98% dos participantes haviam recebido preenchimentos com ácido hialurônico, enquanto 79% já tinham sido tratados com hialuronidase, uma enzima usada para dissolver o material.
Entre os achados mais comuns nos exames com Doppler colorido, destacam-se:
Ausência de fluxo nos vasos perfurantes (42%);
Ausência de fluxo em vasos maiores (35%).
Por que isso importa?
Ao contrário do que muitos pensam, o intuito do estudo não é criticar o uso de preenchimentos faciais. Pelo contrário, a ideia é garantir que seu uso seja seguro.
🩺 As estruturas vasculares da face são complexas, e qualquer erro pode comprometer o fluxo sanguíneo de maneira perigosa.
Na prática, reconhecer um evento vascular adverso cedo aumenta as chances de preservar tecidos e evitar sequelas estéticas permanentes.
A recomendação dos autores é clara: incorporar o Doppler à rotina de avaliação de eventos adversos em estética não é apenas um luxo tecnológico — é uma necessidade crescente.
APRESENTADO POR ENSINO EINSTEIN
E aí, Doutor, quais os planos pro verão?
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BRAZIL HEALTH
Senado aprova projeto que cria “OAB” da medicina

(Imagem: Governo Federal)
🇧🇷 Uma mudança decisiva para a medicina brasileira. Na semana passada, a Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado aprovou, por 11 votos a 9, o projeto que institui o Profimed.
Trata-se de um Exame Nacional de Proficiência em Medicina, que será requisito obrigatório para que recém-formados obtenham o registro profissional.
Como vai funcionar?
O teste será aplicado pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) e funcionará como uma espécie de “prova final”, avaliando se o recém-formado está preparado para atender pacientes.
Durante o curso, os estudantes também farão uma prova no 4º ano, chamada Enamed, para acompanhar a qualidade da formação.
🩺 Quem não passar no Profimed poderá realizar atividades científicas e estágios supervisionados, mas não poderá atuar sozinho como médico.
O projeto também prevê a criação de mais vagas em residência médica, ampliando o acesso à especialização.
A meta é garantir, até 2035, pelo menos 0,75 vaga de residência para cada médico formado.
Além disso, o governo federal será o único responsável por autorizar e fiscalizar novos cursos de medicina, na tentativa de conter a abertura desenfreada de faculdades sem estrutura adequada.
Se o estagiário (que ainda está na faculdade) e o editor-chefe (que já é médico) já discordam a respeito do assunto… imagina o resto das pessoas. risos.
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