06/02/2025

”não sei”

bom dia. você já reparou que é raro ouvir alguém dizer “não sei, preciso me informar melhor sobre o assunto”? num mundo onde todos têm opinião sobre tudo, essa postura é um diferencial.

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QUICK TAKES
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Na edição de hoje:

💉 O que acontece quando se deixa de tomar Ozempic?
🔥 O que está em alta no universo da saúde. 
🧠 Mudanças cerebrais na menopausa lembram padrões do Alzheimer.
🦷 Uso de fio dental pode reduzir risco de AVC.
📹️ Os melhores conteúdos que vimos pela internet.

Sexta-feira, 06/02/2026

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BIG STORY
O que acontece quando se deixa de tomar Ozempic?

(Imagem: Pinterest)

Ultimamente, muito se fala sobre os efeitos e benefícios dos análogos de GLP-1, popularizados pelas "canetas" injetáveis para emagrecimento.

Mas há uma lacuna incômoda na conversa: o que acontece quando o tratamento é interrompido? E mais, existe uma forma segura e estratégica de realizar essa transição?

A “resposta curta” é sim. Por outro lado, a “resposta longa” é um tanto mais complexa do que as pessoas imaginam.

O contexto atual

Nos Estados Unidos, quase 18% dos adultos já usaram algum tipo de análogo de GLP-1 para controlar o peso ou tratar diabetes tipo 2.

O problema é que estudos — como este publicado no British Medical Journal — mostram que quem para com esses medicamentos tem uma taxa de reganho 4x maior do que quem emagrece com mudanças de estilo de vida.

Em números: pessoas que perderam 14,5 quilos recuperam, em média, cerca de 9,5 em apenas um ano e meio após interromper o uso.

(Imagem: Waffle Studios)

Além do peso, os benefícios para pressão arterial, glicemia e colesterol também tendem a diminuir com o tempo.

A explicação

Os análogos de GLP-1 atuam no cérebro, no pâncreas e no trato gastrointestinal, reduzindo o apetite, melhorando a ação da insulina e promovendo um balanço energético negativo.

🩺 Quando o medicamento é interrompido, esses efeitos desaparecem, o apetite retorna, o gasto energético cai e o organismo tende a recuperar o peso perdido.

Esse reganho de peso desencadeia mecanismos metabólicos associados à obesidade, como resistência à insulina, retenção de sódio, inflamação crônica e piora do perfil lipídico.

Por isso, pressão arterial, glicemia e colesterol sobem novamente, mostrando que, para muitos pacientes, o tratamento é contínuo, não temporário.

O que extrair disso?

A principal lição é que os análogos de GLP-1 não são atalhos estéticos, mas ferramentas terapêuticas voltadas ao controle de uma doença complexa e crônica.

Parar o uso exige planejamento, acompanhamento médico e, idealmente, uma estratégia que combine nutrição, exercício e apoio psicológico.

A boa notícia? Quando bem conduzida, a transição é possível — e pode até ser o começo de uma nova fase, mais autônoma e sustentável no cuidado com o corpo e a saúde.

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RESEARCH
Mudanças cerebrais na menopausa lembram padrões do Alzheimer

(Imagem: BBC)

Mulheres na menopausa apresentam mudanças cerebrais semelhantes às observadas em casos iniciais de Alzheimer.” Essa é a tese defendida por um extenso estudo britânico.

Para testar essa hipótese, cientistas analisaram dados de 124.978 mulheres do Reino Unido, incluindo informações clínicas, sintomas da menopausa e uso de terapia hormonal.

Dentro desse grupo, 11.000 participantes passaram por exames de ressonância magnética para mapear a estrutura cerebral.

🩺 O resultado: imagens mostraram perda de massa cinzenta em áreas ligadas à memória, emoção e atenção — como o hipocampo e o córtex entorrinal.

Mesmo após o ajuste estatístico para fatores como idade, saúde mental e medicação, a menopausa permaneceu fortemente associada a essas alterações cerebrais.

Possíveis teorias

Os cientistas acreditam que a queda brusca dos níveis hormonais durante a menopausa — em especial do estrogênio — pode afetar a integridade dessas estruturas.

  • É justamente isso que pode ajudar a explicar por que as mulheres representam aproximadamente dois terços dos casos de Alzheimer no mundo.

Mas, apesar de os dados serem contundentes, vale lembrar que o estudo é observacional e não comprova uma relação direta de causa e efeito.

Para entender se essas mudanças realmente levam ao Alzheimer, será preciso acompanhar essas mulheres por vários anos e realizar uma série de testes adicionais.

PS: Para quem quiser se aprofundar, aqui está o artigo científico original.

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Um estudo publicado no Transactions of the American Clinical and Climatological Association estima que, com o avanço da tecnologia, o volume de conhecimento médico passou a dobrar a cada 73 dias. Nesse ritmo, dois anos sem estudar significam estar 1.024x atrás do conhecimento médico atual.

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DENTAL HEALTH
Uso de fio dental pode reduzir risco de AVC

(Imagem: Smile Sarasota)

Pois é. Um estudo recente da American Heart Association aponta que o uso regular do fio dental pode reduzir em até 44% o risco de AVC do tipo cardioembólico, causado por coágulos que se formam no coração e “viajam” até o cérebro.

O estudo observou que pessoas que realizam esse hábito regularmente apresentam menos inflamações na gengiva, reduzindo a liberação de proteína C-reativa.

A proteína C-reativa é um marcador inflamatório associado ao aumento do risco cardiovascular. Valores elevados dessa substância no organismo aumentam a probabilidade de formação de coágulos no coração.

Futuramente, esses coágulos podem se desprender e bloquear vasos no cérebro, provocando um AVC.

⚠️ Um segundo aviso: as bactérias que habitam a boca — especialmente quando há doença periodontal — têm caminho livre até a corrente sanguínea.

  • Uma vez lá, podem se instalar nas paredes das artérias ou até no coração, provocando condições graves como endocardite infecciosa e arteriosclerose.

Por fim, fica a dica: a saúde bucal é uma extensão da saúde vascular, e pequenas atitudes, como passar fio dental todos os dias, podem evitar complicações sérias.

Embora a odontologia e a medicina sejam áreas distintas, é um enorme engano pensar que elas não estão interligadas. Elas estão — e muito.

RODAPÉ

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