02/02/2026

não tolere

bom dia. se você não faria algo, não aceite que façam com você. toda vez que você tolera em silêncio, está ensinando ao mundo até onde ele pode ir.

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QUICK TAKES
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Na edição de hoje:

🦠 Surto de vírus Nipah deixa Índia em alerta.
🔥 O que está em alta no universo da saúde. 
😴 Dormir tarde pode afetar a sua saúde cardiovascular.
🧬 Cientistas eliminam câncer de pâncreas em camundongos.
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Segunda-feira, 02/02/2026

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BIG STORY
Surto de vírus Nipah deixa Índia em alerta

(Imagem: CNN)

Casos recentes do vírus Nipah, detectados em dois profissionais de saúde na Índia, reacenderam a vigilância sanitária em diversos países asiáticos.

As infecções ocorreram no estado de Bengala Ocidental, onde um homem e uma mulher de 25 anos, ambos profissionais de saúde do mesmo hospital, apresentaram sintomas em dezembro.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o quadro evoluiu rapidamente para complicações neurológicas, e ambos foram colocados em isolamento nos primeiros dias de janeiro.

As autoridades indianas, por sua vez, afirmaram ter rastreado 196 pessoas que tiveram contato com os infectados, mas nenhuma delas testou positivo.

Embora a OMS tenha declarado que o risco global permanece baixo, aeroportos como os de Singapura e da Tailândia retomaram protocolos semelhantes aos usados durante a pandemia.

Tá, mas do que se trata o Nipah?

Descoberto em 1998, na Malásia, ele é um vírus zoonótico — ou seja, transmitido de animais para humanos — tendo como principal vetor os morcegos frugívoros.

Em algumas ocasiões, o vírus também infectou porcos, facilitando sua disseminação para humanos.

A infecção pode manifestar-se de forma assintomática ou causar desde febre até encefalite grave, condição inflamatória do cérebro com alta taxa de letalidade.

Segundo a OMS, a mortalidade pode variar entre 40% e 75%, dependendo da capacidade de resposta do sistema de saúde local.

(Imagem: Waffle Studios)

A boa notícia é que a transmissão entre humanos é extremamente rara e normalmente ocorre apenas em ambientes hospitalares ou entre familiares próximos.

  • Além disso, não há registro de disseminação internacional por viagens aéreas, o que reduz significativamente o risco de uma pandemia.

Por outro lado, não existe vacina ou tratamento específico aprovado para o Nipah. O manejo atual consiste em cuidados de suporte, isolamento e monitoramento de sintomas.

Histórico reforça a vigilância

O estado indiano de Kerala, no sul do país, já enfrentou vários episódios de Nipah, sendo hoje considerado uma das regiões de maior risco do mundo.

Estima-se que, até dezembro de 2025, o vírus tenha causado ao menos 750 infecções e 415 mortes no mundo.

No momento, pesquisas sobre uma possível vacina estão em andamento. A CEPI (Coalizão para Inovações em Preparação para Epidemias) já financia um estudo clínico com esse objetivo.

Até lá, a contenção local e a prontidão internacional continuam sendo as principais ferramentas dos governos.

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RESEARCH
Dormir tarde pode afetar a sua saúde cardiovascular

(Imagem: Scientific American)

Se você é uma pessoa que gosta de virar a noite e acordar tarde no dia seguinte, esse hábito pode estar afetando a saúde do seu coração.

Uma nova pesquisa publicada no Journal of the American Heart Association indica que pessoas com esse padrão têm 16% mais chances de sofrer infarto ou AVC.

O estudo analisou dados de mais de 320 mil adultos britânicos, entre 39 e 74 anos, utilizando o índice Life’s Essential 8, da American Heart Association.

O índice avalia fatores como alimentação, sono, atividade física, tabagismo, pressão arterial, índice de massa corporal, glicemia e colesterol.

Os participantes responderam a questionários sobre seus hábitos de sono e estilos de vida, classificando-se como “matutinos”, “noturnos” ou intermediários. Em seguida, essas informações foram cruzadas com exames clínicos e registros médicos.

Ao final, a análise revelou fortes correlações estatísticas entre o cronótipo noturno e a pior pontuação no índice cardiovascular. Entre as estratégias para minimizar os riscos, destacam-se:

  • Priorizar o sono regular, mantendo horários fixos para dormir e acordar.

  • Evitar “virar a noite” nos finais de semana, o chamado “jetlag social”;

  • Reduzir o consumo de nicotina e de alimentos ultraprocessados.

  • Praticar atividade física regularmente.

Mas há ressalvas, pois trata-se de um estudo observacional. Ou seja, mesmo que ele identifique uma forte correlação, não pode provar uma relação de causa e efeito.

Para que isso seja efetivamente comprovado, seriam necessários estudos longitudinais mais controlados ou ensaios clínicos.

BELIEVE IT OR NOT
Cientistas eliminam câncer de pâncreas em camundongos

(Imagem: EFESalud)

Pela primeira vez, uma combinação tripla de medicamentos conseguiu eliminar completamente tumores de pâncreas em animais de laboratório, sem efeitos colaterais aparentes.

O estudo, liderado pelo cientista espanhol Mariano Barbacid, representa um avanço raro no tratamento de um dos cânceres mais letais do mundo.

Sobre a doença 🩺

O câncer de pâncreas geralmente evolui discretamente nos estágios iniciais, tornando o diagnóstico precoce desafiador.

Por estar localizado em uma região profunda do abdômen e apresentar sintomas vagos, muitas vezes a doença frequentemente é identificada tardiamente, quando se encontra em estágio avançado.

🩺 Segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), o tumor representa 1% de todos os diagnósticos no Brasil, mas é responsável por 5% das mortes por câncer.

De volta ao estudo…

A estratégia combinou três medicamentos que atacam pontos distintos das células tumorais.

  • O primeiro bloqueia o gene KRAS, que age como um “motor” para o crescimento do câncer;

  • O segundo inibe a proteína EGFR, que envia sinais para que as células continuem a se multiplicar;

  • O terceiro atua sobre a proteína STAT3, envolvida na resistência ao tratamento.

Ao atingir esses três alvos simultaneamente, o tratamento impede que o tumor encontre rotas alternativas para sobreviver, o que explica a eliminação completa dos tumores nos testes.

🔮 Looking forward. Embora os resultados sejam promissores, os cientistas destacam que a terapia ainda está em fase pré-clínica.

O próximo desafio será adaptar as substâncias e testá-las com segurança em seres humanos por meio de ensaios clínicos controlados.

A vantagem é que os compostos usados já são conhecidos da comunidade científica, o que pode acelerar o processo de aprovação.

RODAPÉ

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