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02/01/2026

feliz ano novo
bom dia. você piscou e 2026 chegou. entre feriados prolongados, copa do mundo e eleições, talvez seja um bom ano para cuidar do coração. risos.

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QUICK TAKES
Para se emocionar: TikToker arrecada US$ 1,7 milhão para que idoso de 88 anos, que ainda trabalha, possa se aposentar
Para assistir: O que revelam os cérebros dos "superidosos"
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Na edição de hoje:
🧠 EUA aprovam o primeiro headset para tratamento domiciliar da depressão.
🔥 As notícias que estão em alta no universo da saúde.
🇧🇷 Planta brasileira demonstra eficácia no tratamento da artrite.
🍺 Cientista cria cerveja que funciona como vacina.
📹️ Os melhores conteúdos que vimos pela internet.
Sexta-feira, 02/01/26
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BIG STORY
EUA aprovam primeiro headset para tratamento domiciliar da depressão

(Imagem: Flow)
Uma mudança potencialmente revolucionária acaba de ser autorizada pela FDA, a “Anvisa dos EUA”: o primeiro headset de estimulação cerebral para uso doméstico no tratamento da depressão.
Chamado de FL-100 — ou simplesmente Flow — o aparelho permite que o paciente realize sessões terapêuticas em casa, sem medicamentos nem hospitalizações.
Como funciona?
O FL-100 atua por meio da Estimulação Transcraniana por Corrente Contínua (ETCC), uma técnica de neuromodulação não invasiva.
Ele aplica uma corrente elétrica fraca — inferior a 2 miliamperes — sobre o couro cabeludo, direcionando-a ao córtex pré-frontal dorsolateral, área responsável pela regulação emocional.
🩺 Essa corrente modifica a excitabilidade neuronal, facilitando a comunicação entre os neurônios e promovendo maior atividade em regiões subativadas pela depressão.
Diferente dos medicamentos, que atuam na química cerebral, o FL-100 age na eletricidade cerebral, tornando o cérebro mais responsivo à psicoterapia e a estímulos positivos.
Um olhar epidemiológico 🩺
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a prevalência atual de depressão na população mundial gira em torno de 5,7%, o que corresponde a 456 milhões de pessoas.

(Imagem: Waffle Studios)
Há 10 anos, a condição atingia cerca de 352 milhões de pessoas, o que representa um aumento de aproximadamente 30% — 104 milhões de pessoas a mais convivendo com a doença.
Estudos realizados 📑
Para garantir a segurança do uso doméstico, o dispositivo passou por um ensaio clínico robusto, com 174 pacientes diagnosticados com depressão. Abaixo, alguns destaques:
44,9% dos participantes que utilizaram o FL-100 apresentaram remissão completa dos sintomas;
Além disso, os resultados foram aproximadamente três vezes superiores aos do grupo placebo, cujos participantes utilizaram um “headset simulado”.
🔮 Olhando para o futuro, a expectativa é de que o headset esteja disponível nos Estados Unidos a partir do segundo trimestre de 2026 — e que, em breve, chegue a outros países.
Ainda assim, antes de ser incorporada às principais diretrizes científicas, a tecnologia precisa demonstrar eficácia e consistência ao longo do tempo.
Para quem quiser se aprofundar no uso da nova tecnologia, aqui está o artigo científico original, publicado na revista Nature Medicine.
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RESEARCH
Planta brasileira demonstra eficácia no tratamento da artrite

(Imagem: Dr Cyro Masci)
Uma planta modesta da costa brasileira — usada há gerações na medicina popular — acaba de ter seus efeitos terapêuticos validados pela ciência.
Conhecida como Casaco de José (Alternanthera littoralis), a espécie demonstrou reduzir a inflamação, aliviar dores e proteger as articulações em estudos de laboratório.
Contextualizando 🩺
A artrite é uma inflamação nas articulações que provoca dor, inchaço, rigidez e dificuldade de movimento, podendo ser causada por processos autoimunes, desgaste natural da cartilagem ou infecções.
Ao longo do tempo, esse processo inflamatório pode danificar estruturas articulares, comprometendo a mobilidade e a qualidade de vida do paciente.
A descoberta 💡
A investigação começou com a extração de compostos químicos da planta, utilizando etanol para isolar suas substâncias bioativas.
Em laboratório, esses extratos foram aplicados em modelos animais com sintomas semelhantes aos da artrite humana, permitindo observar de forma direta seus efeitos anti-inflamatórios.
🩺 Os cientistas avaliaram a redução do edema, a preservação das articulações e alterações em marcadores inflamatórios.
Além disso, testes toxicológicos indicaram que o extrato é seguro em doses terapêuticas, reforçando seu potencial como base para novos medicamentos de origem natural.
Mas, apesar do entusiasmo, os pesquisadores alertam que o uso clínico ainda não é viável. Faltam estudos pré-clínicos adicionais, testes em humanos e a padronização do extrato — etapas fundamentais antes de qualquer aprovação regulatória.
BELIEVE IT OR NOT
Cientista cria cerveja que funciona como vacina

(GIF: GIPHY)
Está dando o que falar. Uma cerveja artesanal criada na cozinha de um cientista virou motivo de polêmica na comunidade científica internacional.
Chris Buck, do Instituto Nacional de Saúde dos EUA (NIH), desenvolveu uma bebida fermentada com leveduras geneticamente modificadas, capaz de induzir uma resposta imunológica contra o poliomavírus BK.
🩺 Trata-se de um vírus comum que pode permanecer inativo no organismo, mas que, em indivíduos imunossuprimidos, pode causar doenças graves ou até mesmo câncer.
O que foi feito?
O experimento, realizado fora do ambiente institucional, envolveu autoexperimentação e o consumo voluntário por familiares.
Buck afirma ter produzido anticorpos sem efeitos adversos e compartilhou os dados em um repositório público, além de detalhar o método de preparo em seu blog pessoal.
O ponto central da controvérsia é justamente este: a fronteira entre a “ciência caseira” e a pesquisa biomédica regulada.
Para escapar das exigências do NIH, Buck fundou sua própria organização sem fins lucrativos, em alusão ao lema “qualquer um pode cozinhar”, do filme Ratatouille.
Segundo ele, como as leveduras são comestíveis e amplamente usadas na indústria alimentícia, o produto poderia ser classificado como suplemento ou alimento funcional.
E você, acredita que Chris Buck deveria ter a liberdade de realizar esse tipo de experimento em casa? |
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